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Colômbia e Chile são o paraíso das ‘startups’

O Chile e a Colômbia são líderes em empreendedorismo, de acordo com um novo estudo que compara a atividade e o comportamento de empresas novatas em 44 países em todo o mundo.

Os dois países latino-americanos receberam notas altas em três critérios: a proporção da população economicamente ativa que participa da fase inicial de novos empreendimentos, a parcela de empresários que espera criar 20 ou mais postos de trabalho nos próximos cinco anos e a parcela de empresários que diz que está oferecendo produtos ou serviços inovadores, de acordo com o estudo realizado pela organização sem fins lucrativos Fórum Econômico Mundial e pelo projeto Monitor de Empreendedorismo Global.

O Chile e a Colômbia “são economias em desenvolvimento, por isso é natural que haja muitas oportunidades de crescimento”, diz Donna Kelley, professora de empreendedorismo da Universidade Babson College que ajudou a produzir o relatório.

O Chile conta com um programa chamado Start-Up Chile, que é financiado pelo governo e oferece a empreendedores selecionados – tanto chilenos quanto estrangeiros dispostos a se mudar para o país – cerca de US$ 33 mil em capital inicial. Em troca, os empresários são obrigados a organizar e participar de workshops e conferências destinadas a fomentar o espírito empresarial chileno. Até agora, mais de mil novatas de 75 condados foram selecionadas para participar do programa, inclusive empresas das áreas de tecnologia móvel e internet.

Em algumas economias que são menos competitivas, as pessoas se tornam “empreendedoras por necessidade”, diz Michael Drexler, diretor sênior do Fórum Econômico Mundial.

Nas economias muito competitivas, como os EUA, “há menos incentivo para as pessoas se atirarem de cabeça”, porque, por exemplo, elas têm mais oportunidades de ser inovadoras em empresas já estabelecidas, diz.

A parcela dos empresários que são ambiciosos e inovadores tende a aumentar à medida que os países se tornam mais competitivos, acrescenta Drexler.

Certamente, as definições do que é inovador também pode variar de país para país. Em alguns países, por exemplo, a inovação pode significar o desenvolvimento de uma forma de as pessoas enviarem pagamentos via celulares baratos ou a construção de um aparelho de ultrassom usando peças improvisadas.

“Nos EUA, muita inovação está concentrada em alta tecnologia”, diz Drexler. “Muitas vezes, esquecemos que a inovação não tem de ser uma enorme quantidade de patentes. Pode ser uma forma mais econômica de projetar um produto ou configurar um negócio.”

No estudo, o Brasil ficou em décimo no quesito da fatia da população ativa participando de um empreendimento em estágio inicial (perto de 16%), mas obteve notas baixas em outros critérios. Em relação à inovação, o Brasil é o último da lista, com cerca de 5% dos empreendedores em fase inicial se considerando inovadores. O Chile é o primeiro, quase 56%. O Brasil também está entre os últimos em ambição. No quesito competitividade, por exemplo, o Brasil está atrás de países como Panamá, África do Sul e Eslovênia. Na divisão de países por nível de desenvolvimento, o Brasil foi colocado na categoria “impulsionado por eficiência” junto com países como Chile, Colômbia e Rússia. Os EUA ficaram na categoria “impulsionado pela inovação”, com Japão, França e Inglaterra.

Fonte: Valor

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