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Cisco planeja centro de inovação para “internet de tudo” no Brasil

A Cisco planeja estabelecer no Brasil um dos seus centros de inovação para a “internet de tudo”, que conecta aparelhos, pessoas e coisas.

Segundo John Chambers, presidente-executivo da Cisco, o sistema propelirá a próxima onda de inovação mundial e resultará em US$ 19 trilhões de lucros adicionais e cortes de custos para os setores público e privado.

Além do Brasil, devem receber centros da Cisco países como Alemanha, Canadá e Coreia do Sul. “Construiremos a infraestrutura que permitirá que isso funcione. A Cisco será a cola que manterá tudo isso unido”, disse Chambers, que está em Las Vegas para a feira de eletrônica Consumer Electronics Show (CES).

Embora essa onda deva ser conduzida por uma explosão no número de aparelhos conectados –cujo número deve crescer de 10 bilhões para 50 bilhões ao longo dos próximos 10 anos, de acordo com as projeções–, Chambers insiste em que há coisas mais importantes do que o número de aparelhos e sensores com capacidade de conexão à internet.

“Essa transformação está acontecendo agora”, ele declarou em entrevista, um dia antes de sua palestra. “Mudará a maneira pela qual as pessoas vivem, trabalham e se divertem”, e, ao contrário de outras ondas de inovação que começaram no Vale do Silício, Chambers acredita que esta acontecerá em base mundial, e ao mesmo tempo.

Em um esforço para estimular a inovação e capturar alguns de seus benefícios, Chambers declarou que a Cisco havia criado um fundo de investimento de US$ 100 milhões para investir em empresas iniciantes em estágio inicial, que estejam desenvolvendo tecnologias pioneiras para o avanço da Internet de tudo. “Isso é apenas o começo”, ele disse. “Antecipo que o montante venha a crescer”.

Da projeção de US$ 19 trilhões em lucros adicionais e redução de custos, Chambers estima que US$ 14,4 trilhões consistirão de novos lucros para o setor privado e US$ 4,6 trilhões em cortes de custos e nova arrecadação para o setor público.

Por exemplo, a Cisco estima que as chamadas “cidades inteligentes” poderão economizar quantias substanciais ao implementar sistemas de gestão de detritos operados por sensores e pela melhora da coleta ineficiente de lixo. Outras economias poderiam advir de sistemas inteligentes de transporte e iluminação, a companhia acrescentou.

Fonte: Folha de São Paulo

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