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Centro cirúrgico lembra cena de ficção científica

Na corrida para prestar serviços de excelência em medicina, os hospitais privados vêm se equipando de tecnologia de ponta e realizando procedimentos revolucionários que nada ficam devendo à ficção científica.

Mas há um único porém: o custo, proporcionalmente compatível com a inovação, além de ser proibitivo para a maioria dos pacientes, requer por parte da indústria hospitalar um fôlego financeiro de dar inveja.

Ninguém mais imagina, hoje, submeter-se a uma cirurgia cardíaca de “peito aberto” quando ela pode ser feita de maneira minimamente invasiva, com o auxílio da robótica, na correção de anomalias onde a técnica se aplica, como a valvopatia mitral ou aórtica, a ressecção de tumores intracardíacos e em alguns casos de revascularização do miocárdio.

As vantagens têm levado hospitais de referência, como o HCor, o 9 de Julho ou o Oswaldo Cruz, a investir maciçamente na videotoracoscopia – cirurgia que se realiza por meio de três pequenas incisões no tórax, por onde se introduz um sistema ótico e os demais instrumentos que serão utilizados na operação – e nas chamadas salas híbridas, onde o procedimento é desenvolvido.

“As salas híbridas são o ambiente cirúrgico do século XXI, onde se tratam cardiopatias e doenças neurológicas graves”, explica o superintendente médico do HCor, Carlos Alberto Buchpiguel. As vantagens de realizar intervenções guiadas por catéteres são inúmeras: “Precisão milimétrica e mais segurança para o cirurgião; recuperação mais rápida e pós-operatório menos traumático para o paciente”, define Paulo Bastian, superintendente executivo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. “Além disso, o robô oferece uma visão do órgão em 3D, é capaz de simular todos os movimentos da mão e alcança campos cirúrgicos de difícil acesso, onde a diferença entre tecidos saudáveis e doentes é duvidosa na oncologia, por exemplo”, completa Paulo Curi, diretor geral do Hospital 9 de Julho, que usa o sistema Da Vinci, “a mais moderna técnica cirúrgica da atualidade”.

As salas híbridas representam o que de mais inovador existe no exercício da medicina cirúrgica por meio de equipamentos de imagem de alta definição. Nesses ambientes, o cirurgião trabalha com o auxílio de aparelhos de ressonância magnética, Raios-X tridimensionais e tomógrafos que ficam ao alcance da mão. Assim, qualquer dificuldade durante a cirurgia pode ser resolvida ali mesmo, sem necessidade de transportar o paciente para a sala de radiologia: o espaço é desenhado para que os exames sejam usados antes, durante e depois das intervenções.

Quando se sabe que um único aparelho de radioterapia de última geração, capaz de emitir radiação menor que os convencionais- como o que o Hospital São José acaba de adquirir – chega a custar cerca de R$ 7 milhões, se tem uma ideia do investimento necessário para montar “uma sala em 3 D onde não existe cabeamento que possa atrapalhar os médicos e o ar condicionado não entra em contato com o paciente”, argumenta o executivo do Oswaldo Cruz.

De fato, nos últimos quatro anos, o hospital investiu mais de R$ 360 milhões em infraestrutura e tecnologia de ponta. O Hospital 9 de Julho, por sua vez, também vem aplicando recursos na área de diagnóstico em medicina nuclear, graças a um equipamento que faz imagens de cintilografia em casos de nefrologia, gastroenterologia, cardiologia e oncologia, onde também são usados exames por PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons). Entre as obras de adequação e a aquisição de equipamento, foram gastos cerca de US$ 2,5 milhões.

Essa injeção de recursos garante a disponibilidade de equipamentos de última geração e abordagens altamente diferenciadas, como o INTRABEAM®, que o Oswaldo Cruz acaba de adquirir para o tratamento do câncer de mama inicial, que representa uma nova e eficaz técnica de radioterapia aplicada durante a cirurgia e reduz o número de exposições a uma única sessão.

Os tomógrafos ultra rápidos e sem anestesia, ajustados para crianças, que fazem parte da tecnologia usada no Hospital Infantil Sabará, ou o Gamma Knife, usado no Hcor, equipamento mais exato do mundo no campo da neurocirurgia, que permite tratar lesões em regiões extremamente delicadas do cérebro com uma precisão superior a 0,2 milímetros, são outras pérolas da medicina atual.

Fonte: Valor

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