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Cabo submarino terá largura de banda de 64 Tbps

Em coletiva realizada nesta terça-feira na Futurecom, Google, Algar Telecom, Angola Cables e Antel deram mais detalhes sobre o novo cabo submarino de fibra óptica que ligará Santos e Fortaleza, no Brasil, a Boca Raton, nos EUA.

A estrutura, anunciada na semana passada, terá largura de banda de 64 Tbps, e os investimentos das quatro empresas ficarão em torno dos 500 milhões de dólares – os executivos não revelarão o valor exato.

Da parte do Google, serão colocados no projeto 250 milhões de dólares, e a ideia é aproveitá-lo para suprir necessidades internas da marca.

“Em conectividade, o Brasil é um grande mercado para nós, e o tráfego é sempre muito grande entre o país e o resto do mundo”, disse Cristian Ramos, gerente de parcerias da companhia norte-americana.

O objetivo da empresa, no entanto, é diferente dos mostrados pelas outras empresas envolvidas.

A brasileira Algar Telecom – que já tem 14 mil quilômetros de cabos terrestres no país – e a Angola Cables, por exemplo, pretendem comercializar a capacidade do cabo, segundo Antonio Nunes, presidente da operadora angolana.

O executivo disse que a companhia está envolvida no projeto devido à própria estratégia de telecomunicação que possui na África, que ainda aliará o projeto a um novo, construído entre Luanda e Santos.

A uruguaia Antel adotará uma tática similar, também construindo um cabo que ligará Montevidéu a Santos, de onde partirá a nova estrutura.

A grande diferença é que a ideia da estatal é basicamente levar ao Uruguai a capacidade do cabo entre Brasil e EUA, que aumentará consideravelmente a capacidade da infraestrutura de rede na região.

Os valores exatos investidos pelas três empresas apenas no projeto não foram revelados. No entanto, os uruguaios afirmaram que desembolsarão 76 milhões de dólares na parceria e na estrutura que ligará a capital à cidade portuária em São Paulo.

Já os angolanos gastarão, ao todo, 260 milhões de dólares nos dois cabos mencionados e em um data center que construirão em Fortaleza, por onde passará o projeto do acordo.

Construção, divisão e manutenção – Divino Sebastião de Sousa, CEO da Algar Telecom, e Cristian Ramos, do Google, ressaltaram que cada empresa envolvida na parceria será dona de seu par ou seus pares de fibras ópticas, e poderá fazer com eles o que quiserem.

Os americanos e os angolanos, por exemplo, ficarão com duas duplas cada, e terão objetivos distintos, como citado.

No entanto, Sousa afirmou que a manutenção seguirá o modelo de “condomínio”, e ficará responsável por uma só empresa – no caso, a TE Connectivity SubCom, cuja contratação foi definida pelas quatro envolvidas no projeto.

A marca é a mesma que construirá e instalará a estrutura, em um processo que levará um tempo considerável, entre análise da geografia marítima e a produção dos 10.556 Km de cabo de fibra óptica.

A previsão é que as obras sejam concluídas até o final de 2016. Depois disso, os fios poderão ser usados por 20 ou 25 anos, nas estimativas dos executivos.

Fonte: Exame

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