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No Brasil, nove entre 10 startups morrem antes de começar a funcionar

Dados da Associação Brasileira de Startups apontam que atualmente nove entre cada dez startups fecham as portas antes de o negócio entrar em vigor. Para o especialista em inovação, André Telles, esse cenário negativo acontece em função de poucas empresas empreeendedoras conseguem cumprir as quatro etapas necessárias para considerar o projeto bem-sucedido.

Teles elenca quais são elas: a ideação, a prototipação, o aporte de recursos e  o ganho de escala e monetização. “Aumentar a escala em sua base de usuários é a etapa mais difícil para uma startup, mas muitas também falham na monetização”, analisa. O especialista, no entanto, sustenta que, apesar do alto índice de mortalidade, o momento das startups no Brasil é amplamente positivo.

Dados da Anjos Brasil mostram que o investimento destinado às companhias iniciantes cresceu 25% de 2012 para 2013, atingindo R$ 619 milhões. Na avaliação dos empreendedores, ao ter uma apresentação clara do negócio (com números e projeções) e um modelo jurídico definido (contemplando previsão de crescimento e regras de entrada e saída de investidores), torna-se mais simples obter capital.

No Brasil, o Wikipass é citado como exemplo de desaque no cenário das startups. Fundado em 2012, o Wikipass é um aplicativo gratuito que concentra a visualização de redes sociais (Facebook, Twitter, Linkedin, Instagram e Youtube) numa mesma timeline. A startup deu os primeiros passos com investimento próprio de seus fundadores, Diego Boufleur, diretor-executivo, e Cintia Schoeninger, diretora de operações.

Boufleur explica que, em 2013, a empresa identificou a necessidade de aumentar seus aportes para acelerar o desenvolvimento e o lançamento do aplicativo. “Tínhamos a possibilidade de buscar linhas de crédito governamentais, apoio de investidores-anjo ou correr atrás de investimento com nossas próprias pernas. Apostamos na última opção”, observa o empresário.

O primeiro passo foi definir qual seria o modelo jurídico mais assertivo para os propósitos do Wikipass. A opção foi a contratação de uma consultoria de um escritório contábil. “Nesse momento, pensamos a companhia como modelo de negócio e de gestão, com o objetivo de atrair potenciais investidores”, acrescenta a diretora de operações, Cintia Schoeninger.

Boufleur diz que  com um modelo jurídico definido, houve mais abertura para negociar investimentos. “Olhando para trás, podemos afirmar que se tratou do melhor caminho, embora seja trabalhoso e dependa de networking”, completa. Oficialmente lançado no começo deste ano, o aplicativo Wikipass já conta com usuários de 20 países.

Ao todo, o programa espera atingir 200 mil perfis até o fim do ano. O Wikipass vai permanecer gratuito e pretende se monetizar com a venda de um sistema que monitora o comportamento do consumidor online e permite gerar relatórios específicos por meio do Big Data.

Fonte: Convergência Digital

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