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Brasil lidera os Brics em avanço da banda larga

O Brasil está na frente da China, Índia, Rússia e África do Sul em relação aos esforços atuais e que serão feitos no futuro para promover o avanço da banda larga. Essa é a conclusão de um estudo divulgado ontem pela fabricante chinesa de equipamentos Huawei.

De acordo com a companhia, o país teve nota 66 no Global Connectivity Index e ficou na 11ª colocação em termos mundiais. William Xu, executivo-chefe de estratégia e marketing da empresa, diz que o país teve bom desempenho na velocidade média de downloads das pessoas conectadas à internet e também tem um acesso à internet móvel bastante barato.

A Rússia ficou logo atrás do Brasil, com nota 63. China e Índia ficaram nas posições 14 e 15, com notas 60 e 58, respectivamente. A África do Sul foi elencada em 18º lugar, com 53 pontos.

Para elaborar o índice, a Huawei analisou 16 indicadores como uso de conexões fixas e móveis, a proporção de investimento das operadoras em relação ao PIB e projeções ao crescimento no download de aplicativos e de usuários de banda larga móvel em 25 países – que representam 68% do PIB mundial. A Alemanha liderou a lista, com 76 pontos.

A grande surpresa da lista foi o Chile, na 4ª colocação. Com 73 pontos, o país latino-americano superou o Japão e a Coreia, tradicionalmente conhecidos como de intenso uso tecnológico. De acordo com a Huawei, essas duas nações, pelo avanço já alcançado, apresentam pouco crescimento em conexões de banda larga, por exemplo. Além disso, os acessos são mais caros na comparação com outras das nações que lideram a lista.

Segundo a Huawei, o Chile teve destaque no ranking por conta de uma iniciativa batizada de “Chillicon Valley” – inspirado pelo Sillicon Valley, nos Estados Unidos – para estimular o desenvolvimento de negócios digitais no país. O nível de investimento das operadoras em relação o PIB foi de 0,9%, ante 0,5% do Brasil.

A Huawei estima que até 100 bilhões de dispositivos estarão conectados à internet em 2020, sendo 90% deles sensores se comunicando uns com os outros. Os gastos globais com tecnologia da informação e telecomunicações vão chegar a US$ 5 trilhões. Hoje o valor está na faixa dos US$ 3 trilhões.

Fonte: Valor

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