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Brasil falha em transformar criatividade em inovação

No caminho da atividade inovadora, a afamada criatividade brasileira se perde, segundo avaliam os principais executivos de um segmento que não vive sem esse componente essencial – e que registraram como crucial identificar e superar entraves à inovação no Brasil. O tema fez parte do segundo dia de debates do 15º Futurecom, no Rio de Janeiro.

“Nosso grande desafio é transformar a criatividade em inovação. O Brasil é muito criativo, mas quantos Googles, quantas Microsofts ou Facebooks nasceram aqui? Há uma dificuldade em canalizar essa criatividade para os negócios”, avalia o vice-presidente da NSN para a América Latina, Almir Narcizo.

O presidente da TIM, Rodrigo Abreu, listou cultura, infraestrutura, capital e ambiente institucional como pontos chave no desenvolvimento de um ambiente, e embora entenda que a infraestrutura melhorou significativamente, destacou como traço cultural “uma certa aversão ao risco”.

Não só ele. “Há mudanças recentes importantes nos incentivos públicos, mas temos um problema cultural, em especial a resistência ao investimento de risco. Se não estiver em uma empresa grande, precisa de ajuda. Mas o capital de risco ainda parece estar longe do Brasil”, avaliou o presidente do CPqD, Hélio Graciosa.

Há, por certo, outras encrencas. “Um grande impeditivo é a distancia que as empresas estão das universidades, que não fomentam a inovação e a criatividade. Ao mesmo tempo, as empresas não colaboram muito com as universidades. Portanto, se algo pode melhorar é nessa proximidade”, disse o presidente da Oracle do Brasil, Ciro Diehl.

Para o presidente da Qualcomm na América Latina, Rafael Steinhauser, uma série de fatores precisam ser atacados. “No setor de comunicações móveis e alta tecnologia, o país está longe dos ecossistemas primários, como os fornecedores de componentes. Estamos geograficamente longe dos mercados primários de consumo de alta tecnologia. E temos muitas barreiras internas, como os altos impostos, alfândega que demora muito e é muito complexa”.

Fonte: Convergência Digital

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