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Bolsista destaca valor da troca de conhecimento

As vantagens de atuar no mercado corporativo são muitas para profissionais focados em projetos de inovação. A maior delas – na opinião dos bolsistas – está na possibilidade de concretizar a transferência de conhecimento, com a criação de produtos e serviços que chegam, de fato, ao consumidor final e têm impacto na sociedade. “Existe uma distância muito grande entre a pesquisa que realizamos na universidade e as linhas de produção. Encurtar esse caminho é uma oportunidade rara de aprendizado”, destaca Leilanne Márcia Nogueira, mestre em engenharia de alimentos pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

Segundo ela, ao entender as necessidades do mercado, a pesquisa fica mais direcionada e rica. O conhecimento adquirido na empresa também melhora a qualidade das aulas. “É uma bagagem importante e que me aproxima dos alunos”, completa. Leilanne inscreveu-se para uma vaga do programa Inova Talentos e foi indicada, pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL) para ocupar o posto de pesquisadora na empresa Amêndoas do Brasil, onde está aplicando anos de estudo e experiências com castanha de caju no desenvolvimento de um produto alimentício para nutrição humana. “Com a vivência corporativa avalio melhor as linhas de pesquisa nas quais atuo na universidade. Consigo perceber se o que estudo é viável ou não para o mercado”.

A conexão com as empresas também cria espaço para recém-formados trabalharem em projetos de inovação e comporem equipes multidisciplinares. O matemático Gustavo Camargo Bisetti e a comunicadora social Maria Luisa Diefenthaler foram selecionados para atuar na Fábrica de Aplicativos – startup de tecnologia da informação que oferece plataforma on-line para a criação de aplicativos para celular. “É a primeira vez que trabalho em uma empresa de base tecnológica e tem sido muito estimulante”, diz Maria Luisa. Ela conta que tem aplicado os conhecimentos acadêmicos na área de marketing, comunicação e contato com os clientes.

Já o matemático Bisetti utiliza a bagagem técnico-científica para análise de dados da empresa e dos clientes. De forma estruturada, acompanha o comportamento de quem utiliza as soluções da Fábrica de Aplicativos, define padrões de comportamento dos usuários e sugere caminhos para o desenvolvimento da plataforma tecnológica da empresa. O raciocínio matemático é fundamental para a composição do time e avanço dos negócios. “Todos aqui estão empenhados no projeto. A empresa é nova e o clima é ótimo”, comenta.

O Inova Talentos garantiu a Andrés Amoedo Justo a oportunidade de trabalhar na área de negócios e em projetos de inovação. Formado em design na Bahia, o jovem candidatou-se à vaga divulgada pelo IEL e tornou-se bolsista na MW8.

Fonte: Valor

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