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‘Aprender ciências deve ser divertido e interessante’

“A vantagem competitiva de uma sociedade não virá apenas da eficiência com que se ensina multiplicação e tabela periódica, mas também do modo como se estimula a imaginação e a criatividade”, disse o grande Albert Einstein. E foi seguindo a teoria do “pai das ciências” e pensando em como ensinar de forma divertida e interessante a disciplina, que há 20 anos foi criada a Mad Science (Ciência Maluca, em livre tradução), empresa canadense que atua em dezenas de países para levar entretenimento educativo. No Brasil, a instituição vem oferecendo oficinas científicas em feiras, eventos, escolas e espaços públicos desde 2008. Quem quiser experimentar, pode comparecer a alguma das oficinas gratuitas que já estão ocorrendo em Fábricas de Cultura e em um shopping de Santo André, em São Paulo.

“A ideia é apresentar aos alunos os nomes e conceitos que, muitas vezes, parecem complexos, mas que podem ser tratados de maneira descontraída”, diz Priscila Maitan, a Pri Primata, que participa das oficinas em São Paulo. Segundo a cientista, o intuito desses momentos não é simplesmente ensinar, mas ‘plantar’ nas crianças o interesse pelo tema. Tal despertar é muito bem-vindo num momento em que o Brasil começa a reunir esforços para melhorar a qualidade do ensino na área, como com a recém-anunciada inclusão de ciências na Prova Brasil, e com o lançamento de programas federais, como o Ciência Sem Fronteira, para estimular a formação em áreas relacionadas à ciência.

De acordo com Pri Primata, independentemente do lugar onde as oficinas ocorrem, a missão é incentivar os alunos a chegarem às suas próprias conclusões, levando os resultados de suas experiências não só para as salas de aula, mas também para o cotidiano. “O espírito das aulas é o de sempre associar a experiência ao dia a dia das crianças, o que acaba os impressionando quando conseguem ver a aplicabilidade do que estão vendo e fazendo”, afirma. “O mais gratificante é o feedback deles, quando retornam para dizer que encontraram aplicativos, reportagens ou jogos sobre o que aprenderam, ou até mesmo que estão realizadas suas próprias experiências em casa”, conta.

“As crianças passam a perceber que o xampu que usam ou o sorvete que tomam são criados a partir da ciência.”

A ideia defendida por Pri Primata de que qualquer lugar é lugar para despertar o interesse e a curiosidade para a compreensão da ciência, está no centro da atuação da Mad Science. Anualmente a organização chega a atender até 20 mil escolas em todo o mundo, realizando 150 mil apresentações, sempre lúdicas e divertidas. A empresa tem também uma parceria com a Nasa, a agência espacial norte-americana, que ensina às crianças sobre os planetas, satélites e fenômenos espaciais.

Entre as experiências mais populares que a Mad Science costuma propor aos pequenos cientistas está fazer bolhas coloridas com sabão, usar uma corda para transportar água ou até mesmo fazer estalactites caseiras com carbonato de sódio e água. Só para dar uma água na boca, algumas dessas experiências têm suas “receitas” disponíveis no site da organização.

Na faixa

Em São Paulo, oficinas gratuitas estão sendo realizadas em dois espaços públicos. No Shopping ABC, em Santo André, elas acontecerão de segunda-feira a sábado, até 20 de março. Entre as atividades, estão a criação de ‘gelecas’. A partir da mistura de ingredientes químicos líquidos, os cientistas mostram às crianças como são desenvolvidos diversos produtos e alimentos. “Eles, então, passam a perceber que o xampu que usam ou o sorvete que tomam são criados a partir do que, na ciência, é chamado de ligação cruzada”, explica Pri Primata.

Enquanto isso, em dois outros momentos, nos dias 22 de fevereiro e 23 de março, as Fábricas de Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, no Jardim São Luís, bairro na zona sul da capital, e na Vila Nova Cachoeirinha, região norte da capital, também oferecerão as oficinas científicas. Lá, crianças e jovens vão realizar experimentos, como a produção de modelos de submarino, para estimular façam perguntas como “por que o submarino consegue ir até o fundo do mar? “ ou “por que ele consegue voltar à superfície?”. Já em outra prática, eles vão aprender a criar combustíveis a partir de materiais que podem encontrar na cozinha de casa.

Onde acontecem

Fábrica de Cultura – Unidade Vila Nova Cachoeirinha
Oficina Estação Ciência
Datas: 22 de fevereiro e 23 de março
Horário: 14h
Local: biblioteca da unidade
Endereço: rua Franklin do Amaral, 1281 Vila Nova Cachoeirinha
Capacidade: 30 crianças

Fábrica de Cultura – Unidade Jardim São Luís
Oficina Estação Ciência
Datas: 22 de fevereiro e 23 de março
Horário: 15h
Local: biblioteca da unidade
Endereço: rua Antônio Ramos Rosa, 651, Jardim São Luís
Capacidade: 30 crianças

Shopping ABC
Oficina de Geleca
Data: 20 de fevereiro a 20 de março (segunda a sábado, das 14h às 20h)
Local: praça de eventos do (piso PB)
Endereço: avenida Pereira Barreto, 42, Santo André, SP

Fonte: Portal Porvir

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