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Além de títulos, professor deve ter intimidade com mundo corporativo

Além de títulos de pós-graduação e doutorado, quase sempre em universidades estrangeiras, os professores das escolas que estão na lista do FT têm em comum a vivência com o mundo corporativo. É esse relacionamento com as empresas que lhes dará condições de entender melhor como funciona o mundo de onde vêm os seus alunos. Qual a dinâmica da rotina dos executivos, seus principais conflitos, desafios e metas.

Orgulhosa por ser uma das únicas escolas brasileiras (ao lado da Coppead, do Rio) a se classificar no ranking de MBA do “Financial Times” de 2004 a 2012, a Fundação Instituto de Administração (FIA), que está em 69º lugar nos cursos abertos, atribui à qualidade do corpo técnico da Universidade de São Paulo o destaque na classificação. “90% dos 325 professores de MBA, cursos abertos e customizados são doutores formados pela USP. E todos têm atuação em pesquisa e consultoria de empresas, o que lhes confere uma visão bem prática de mercado”, afirma James Wright, coordenador de MBA executivo internacional.

Todas as aulas são avaliadas, todos os dias. O professor é analisado por seu desempenho em sala de aula e recebe benefícios com base nessa pontuação, com chances de participar em cursos com maior remuneração, prestar consultoria e ter maior tempo de pesquisa. “Quando o professor realiza publicação científica em revistas internacionais também é reconhecido e gratificado”, atesta Wright.

Nas escolas de negócios, termos como meritocracia não estão em discussão apenas nos cursos ministrados. Na Saint Paul Escola de Negócios a relação com os professores é meritocrática. Ali os 290 docentes são remunerados pela titulação, experiência e resultados das avaliações. Coordenadores, por exemplo, chegam a virar sócios, algo difícil de acontecer em outras grandes escolas no país.

Mas para subir degraus, eles precisam de títulos, boa comunicação e conhecimento técnico inquestionável, além de constante reciclagem. “A reciclagem é fundamental. Na Saint Paul, os professores são convidados, por exemplo, a participar de projetos na Saint Paul Advisors (braço de fusões e aquisições com mais de US$ 20 bilhões em operações) e a atuar como gestores nas empresas investidas da Saint Paul Capital Partners (braço de venture capital)”, afirma José Cláudio Securato, presidente da instituição.

Na Fundação Dom Cabral, para ser professor em tempo integral é preciso ter doutorado, experiência acadêmica com executivos e falar inglês e espanhol fluentes. Se houver empate entre candidatos a uma vaga, a preferência vai para quem carregar competências em gestão ou consultoria empresarial.

São 42 professores e mais de 200 executivos e professores estrangeiros convidados por ano a participar das aulas. “12% da receita bruta da fundação vão para geração de conhecimento, o que no ano passado ultrapassou os R$ 22 milhões. Somos umas das 10 escolas do Brasil que fazem pesquisa aplicada”, garante Paulo Resende, diretor executivo de programas abertos e pós-graduação da FDC, que em 2012 faturou R$ 220 milhões.

Resende explica que há na fundação núcleos temáticos para formação de conhecimento patrocinados por mais de 100 empresas. Lá são desenvolvidas pesquisas de interesse universal, que são divulgadas em seminários e discutidas em centros de referências.

Fonte: Valor

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