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4ª Revolução Industrial: Os homens serão controlados pelos robôs?

No Fórum Econômico Mundial, que acontece em Davos, especialistas sustentam que, nos próximos cinco anos, o avanço dos objetos conectados, a Internet das Coisas, com o uso do big data, determinará a chamada ‘Quarta Revolução Industrial’. Depois do vapor, da produção em massa e da tecnologia da informação, essa nova etapa trará ciclos de inovação ainda mais rápidos, apresentando grandes desafios para empresas, funcionários, governos e sociedades.

O mundo verá, segundo reportaram executivos, a era da robótica avançada, da inteligência artificial e da edição genética. Há quem sustente que uma máquina de inteligência artificial participará das diretorias corportativas na próxima década. O levantamento mostra ainda que existe a promessa de bens e serviços mais baratos, impulsionando uma nova onda de crescimento econômico. Em contrapartida, existe a ameaça real de um desemprego em massa – com pelo menos cinco milhões de postos desaparecendo.

“Grandes perturbações não só no modelo dos negócios, mas também no mercado de trabalho nos próximos cinco anos”, indica um estudo da entidade que organiza o Fórum de Davos. “Sem uma atuação urgente e focada a partir de agora para gerir esta transição a médio prazo e criar uma mão de obra com competências para o futuro, os governos vão enfrentar desemprego crescente constante e desigualdades”, alerta o presidente e fundador do Fórum de Davos, Klaus Schwab.

O temor é compartilhado pelo relatório do UBS também lançado em Davos. O estudo prevê que níveis extremos de automação e conectividade vão piorar o aprofundamento das desigualdades, ampliando a disparidade de riqueza entre as economias desenvolvidas e em desenvolvimento. “A quarta revolução industrial potencialmente inverte a vantagem competitiva que os mercados emergentes tiveram sob a forma de trabalho de baixo custo”, disse Lutfey Siddiqi, chefe global de mercados emergentes para câmbio, juros e crédito do UBS. “É provável, eu acho, que vai exacerbar a desigualdade se não forem tomadas medidas políticas”, acrescenta o especialista.

Uma análise das principais economias do banco suíço concluiu que a Suíça é o país mais bem colocado para se adaptar ao mundo novo dos robôs, enquanto a Argentina ocupa a última colocação. Temores sobre tecnologia destruindo empregos não são novos. O economista John Maynard Keynes alertou em 1931 sobre “desemprego tecnológico” generalizado.

Fonte: Convergência Digital

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